19 julho 2009

Design de moda

Em de Çatal Hüyük, feita pelos arqueólogos James Mellaart, Alan Hall e David French na Anatólia, Turquia, revolucionou todo o conhecimento da história da moda e civilização. A história da moda na Antigüidade começava com os sumérios e egípcios. Até então se pensava que comunidades com mais de 4.000 anos eram nômades, caçadores vestidos de peles, com a única intenção de sobrevivência, sem a menor preocupação com a moda ou a arte. Çatal Hüyük mudou a visão da moda na comunidade acadêmica, abriu lugar para interrogações mais audaciosas e surpreendentes. As habitações mostravam o papel de destaque da mulher: eram funcionais, com plataformas nas paredes que faziam a vez de camas. A mais importante era a da dona da casa, que ocupava um lugar de destaque no ambiente familiar. Já aquela destinada ao homem era de dimensões mais reduzidas e ocupava um canto da peça.

Tecidos

Esta era uma sociedade que dava valor à moda, como é possível confirmar pela existência das jóias de cobre e chumbo, das vestimentas em tecidos coloridos com tinturas vegetais, fivelas de cinto, esteiras e tapetes finamente tecidos. Outro exemplo antigo da preocupação com a moda e a peças de obsidiana e âmbar com cerca de 10.000 anos de idade. O cobre era usado há 10.000 anos para a fabricação de jóias, apenas há 4.000 anos passou a ser utilizados em peças mais utilitárias como armas e ferramentas.

Design de moda no Brasil

O design de moda em Brasil tem evoluído nas últimas décadas. Nas décadas de 60 e 70 um nome marcante foi a Zuzu Angel. Recentemente nomes como Carlos Tufvesson, Fause Haten e Alexandre Herchcovitch vêm contribuindo para a área.

Prêt-à-porter

Nos anos 60 chega e se instala o Prêt-à-porter; moda produzida em escala industrial; no Brasil, destacando-se São Paulo e Rio de Janeiro. Até então este universo pertencia às costureiras de bairro, alfaiates e "masons" localizadas no centro da cidade, as famosas casas de moda de alta costura como a "Vogue"; na Avenida Paulista onde as descendentes de famílias tradicionais e quatrocentonas buscam modelos europeus e brasileiros. Até então a compra de tecidos nacionais e principalmente os importados da França, Itália junto com figurinos e magazines é que orientavam e diziam o que e como usar. É a partir da produção das coleções industrializadas que se dá o início da organização profissional da moda que conhecemos na atualidade. Instalam-se no Brasil, as primeiras marcas internacionais de moda. A marca Levi´s; marca de jeans e sportswear, é uma das pioneiras na estruturação de um parque industrial com sede em Cotia, a implementar um caráter de "grande negócio". Atua com rigor e traz tecnologias em processos e procedimentos que aceleram e inovam a visão e valoriza as qualificações profissionais para os trabalhadores da indústria da moda. É a partir dos anos 70 que se inicia a formação de "Coordenadores de moda" e de "estilistas", e é nos 80 que se elaboram os primeiros cursos de moda, ainda com caráter técnico e que pelo sucesso e interesse em menos de 10 anos já se espalham por todo o Brasil como cursos universitários e especializações cada vez mais sofisticadas. Os primeiros grupos de pesquisa se formam através do encontro de profissionais que abrem caminho e através do dia a dia das atividades vão consolidando procedimento e definindo padrões que vemos amplamente elaborados pelos profissionais atuais. A demora para absorver as inovações propostas em qualquer setor é de no mínimo cinco anos depois de lançado no exterior.

Design alternativo

A marca Mulher do Padre, entre outras, representa o design de moda alternativo no Brasil.

Existem também iniciativas individualistas bem perceptíveis no Mundo Ocidental de alterações de peças de roupa e de caçados pós-lançamento no mercado. Alguns exêmplos disso são a imagem punk que incorpora o nativismo tradicional, como o penteado indígena iroqüá norte-americano moicano, com a decadência urbana moderna, como sapatos esportivos e roupas 'usados', trazendo adesivos e marcas ( com mensagens de vida, política, subversão social, etc.) muitas vezes nelas postas simplesmente em caneta; e também o visual grunge, no qual se celebra o caipirismo interiorano do nordeste dos Estados Unidos, ao mesmo tempo, se somando a ele o estilo de vida citadino.

Nenhum comentário: