28 janeiro 2010

Acessórios

 

Ivone Canalli e Natália, mãe e filha, ambas arquitetas e apaixonadas por moda, enveredaram por caminhos alternativos na rota dos acessórios. A história da Canalli começou há vinte anos, com o trabalho de Ivone em tapeçaria feita em tear manual, a partir de matéria-prima diversificada e ampla gama de cores.

Mas o fio que conduz a história da marca vai um pouco mais além. Wanda Lachowsky, mãe de Ivone, foi uma das pioneiras a trabalhar, no setor de decoração, com tear manual e, logo em seguida, com tear elétrico, montando loja em Curitiba. “Ela confeccionava cortinas a partir de tecidos que ela própria criava e produzia, usando fibras naturais, como o cânhamo, e sintéticas de efeito metalizado. O resultado era fantástico”, lembra a criadora paranaense, acrescentando que foi obra da mãe todas a cortinas que decoravam o Teatro Guaíra.

Já a produção de Ivone, em tapeçaria, logo ganhou exposição na galeria curitibana Rosemann, dividindo espaço com as jóias da casa. Com status de arte, o ritmo de venda da tapeçaria era lento e irregular. Melhor, mesmo, era levar todo o conceito e know-how para algo mais próximo do dia-a-dia.

Surgiu, assim, a primeira linha de bolsas, tendo como matéria-prima todo material que passava pela frente da designer. Artigos têxteis, couro, peles, pedras, cerâmica, resina, lantejoulas, canutilhos, cristais e metais passaram a ser criativamente utilizados em cada peça.

O que importa é o resultado final, que resgata a proposta alternativa dos anos 70, editada segundo o discurso e a estética da moda contemporânea. Bolsas médias e grandes, para o cotidiano, para a noite ou para viagem, fazem par com a roupa casual e a produção formal. Há também modelo para laptop, porta-celular, além de cintos, colares e coletões de crochê. “A idéia é incrementar as produções femininas”, assegura a dupla de criadoras.

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Imagens (crédito): Reprodução do site da marca

 

Este artigo foi originalmente publicado em:

http://blog.anhembi.br/site/

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