31 março 2011

O ESPAÇO NEGATIVO

O Logo Design Love, um blog maravilhoso de referência em logos, fez uma seleção daqueles que fazem um bom uso do espaço negativo.

Como sempre na internet uma coisa leva a outra. Começou com ele mostrando o logo da marca de joias Snooty Peacock, do designer Ryan Russel, e nos levou a um post sobre o uso de espaço negativo. Vale guardar nos bookmarks essa referência.

Aqui só coloquei alguns, para ver todos, vá ao blog do David Airey (que, aliás, teve seu livro editado em português)

Snotty Peacock

Premier Catering (empresa de bufet para festas) da http://www.madmadmad.com/

Human Logo criada pela http://www.welcometosocial.com/

Logo para a Sociedade de Críticos Gastronômicos criada pela http://www.300million.com/

27 março 2011

A evolução dos Blogueiros

 

Infográfico que mostra os diferentes tipos da profissão (talvez) mais moderna dos anos 00's.

 

Desta vez o infográfico foi montado desde os primeiros blogueiros até os vlogers. Até os spamstiveram seu espaço com o Spam Bot Blogger, haha. Vale a pena conferir (=

Google Art Project

 

O Google lançou o Google Art Project, onde é possível fazer um tour virtual a grandes museus do mundo! Aqui andamos pelos corredores do Museu Van Gogh, que fica em Amsterdã, na Holanda.

 

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Tour Museu Van Gogh

É possível visitar importantes museus, como National Galery, Museu de Arte Moderna (MoMA) e Galeria Uffizi. Além de andar pelos corredores, podemos visualizar a rua também! No Museu de Arte Moderna, de Nova York, é possível sair pela porta!

E o melhor: as obras podem ser vistas com níveis de zoom impressionantes!

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Site Art Project Google

Cerca de dezessete obras, uma de cada museu, possuem uma resolução de 07 bilhões de pixels (07 gigapixels). Com tanta capacidade de ampliação é possível ver detalhes surpreendentes!

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Ampliação Nascimento de Vênus - Sandro Botticelli

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Ampliação O Quarto - Van Gogh

Até o momento o projeto conta com 1.060 obras! O Museu do Louvre e do Prado, por enquanto, preferiram ficar de fora do projeto!

Não deixe de ver as obras de Rembrant, Van Gogh, Caravaggio, Dürer, Leonardo, Botticelli e tantos outros! Com certeza as aulas de História da Arte nunca mais serão as mesmas!

Agora podemos visitar os grandes museus sem sair de casa! E para quem acha que não é a mesma coisa, realmente não é: no museu  não teremos como ver tantos detalhes!

Serviço: www.googleartproject.com

24 março 2011

Design em Artigos, projeto referência

 

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Com o objetivo de espalhar idéias sobre design, foi criado o Design em Artigos. Projeto pessoal de Eduardo Camillo, o site permite a publicação de textos contendo idéias próprias de pessoas dispostas a contribuir para elevar as discussões sobre o design no país.

O Design em Artigos já é referência e disponibiliza textos de professores doutores, pesquisadores independentes, estudantes de graduação e técnicos em design.

Conheça, contribua, divulgue!

www.designemartigos.com.br

4Fs: Investigando a forma

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4-Motivação

Poderia concentrar a temática deste texto em torno das leis da Gestalt, ou dos métodos de determinado autor, mas ao invés disso prefiro reorganizar informações (afinal, o designer é um organizador) e expressá-las de maneira simples (mesmo sabendo que o termo “simples” tem inúmeros significados).

Aqui cabe uma pergunta: Organizações (substituiremos este termo por “junções”, pois representa melhor o sentido desejado) ao acaso resultam em produtos objetivamente satisfatórios? A resposta pode situar-se no campo do “talvez”, mas comprovadamente existe a versão de que raramente as junções ao acaso geram resultados satisfatórios.

Poderia também escrever sobre a etimologia da palavra forma, mas apesar da importância que engloba o conhecimento da origem, a prática foi quem deu origem à teoria.

Então o que resta? Exemplos de ações possíveis, especificando para este caso, exemplos de ações direcionadas à análise da forma.

3-Preparação

Não existe um caminho perfeito a ser percorrido na aplicação de pesquisas ou testes, a adaptação (ou também mutação) é parte de um planejamento. Adaptação orientada por diversos aspectos, tais como personalidade do usuário, limitação de espaço, quantidade de usuários, limitação de tempo, etc.

Visualizam-se em diferentes empresas diferentes métodos de ação, adaptados ou não à suas estruturas. Um exemplo clássico é o conjunto de métodos para desenvolvimento de identidades visuais corporativas, que pode variar brutalmente entre as empresas.

O possível primeiro passo pode ser sintetizado em uma pergunta: A forma fala o mesmo idioma que o usuário?

2-Diferenciação

O ato de ver/sentir pela primeira vez. É o momento em que o usuário reconhece o produto, os instantes antes dele optar por selecioná-lo. Dentro de uma investigação (pesquisa, teste de opinião, etc.), nesta etapa pode ocorrer ou não a comprovação de que a mensagem inicial (se ela foi projetada para isso) é percebida pelo usuário (visto que no processo de interação nem sempre o usuário consegue fazer a leitura dos significados).

Exemplos de questionamentos: Na prateleira, o produto se destaca com relação aos concorrentes? E se ocorre o destaque, quais os aspectos que o diferenciam dos demais? Após o reconhecimento visual, qual a reação do usuário antes de usufruir do produto, antes de tocá-lo? Nessa etapa, os conceitos formulados pelo usuário com relação ao produto são positivos ou negativos?

1-Integração

Exemplos de questionamentos: Após o primeiro contato (neste caso o reconhecimento), já quando o usuário faz uso de sentidos não utilizados no estágio anterior (tato, olfato, audição, paladar ou visão), quais as expectativas do usuário com relação à forma, ou à aparência do produto? A expectativa inicial (formulada no primeiro estágio de interação) é modificada? Ocorrendo modificação, ela foi positiva ou negativa?

Se o usuário crê no produto (no 1° contato) e as expectativas mudam (negativamente) ao ampliar a integração (2° contato), neste caso nota-se que a forma vende, mas possivelmente não irá suprir determinadas necessidades do usuário (afeto, funcionais, etc.). E por que a expectativa poderia modificar-se? Porque, como citou Baudrillard, “…atrás de cada objeto real existe um objeto sonhado”.

A preocupação do designer pode ir além do fator comercial, sabemos inclusive que fatores como o estudo das relações de afetividade podem potencializar a possibilidade de comercialização.

A expectativa parte do imaginário desenvolvido nas interações passadas e é modificada na primeira interação com o produto em questão. E na segunda, e na terceira, e assim por diante. O que se transforma é a própria modificação.

Um dos fatores essenciais que serve como guia (quando houver a possibilidade de aplicação) é a visualização direta (seja por contato visual, gravação de vídeo, etc.) dos aspectos comportamentais dos usuários (gestos, expressão facial, etc.) com relação à interação com o produto, sendo o comportamento a expressão aparente guiada pela resposta à impressão anterior.

0-Expansão

Existem fatores vistos como vantagens e desvantagens na realização de estudos preliminares e posteriores da forma, orientados principalmente por aspectos já citados, como questões espaço/temporais e psicológicas. Um exemplo de vantagem está na existência de uma maior aproximação entre projetista, projeto e usuário, o que engrandece qualitativamente a matéria base do projeto. Um fator negativo pode partir da ampliação de custos que um teste com o usuário poderia acarretar ao projeto, visto que nem sempre é possível captar recursos suficientes para o desenvolvimento ideal.

A análise da forma pode ser atribuída a um início, meio ou fim. Porém, em um sistema adaptável aos diversos aspectos de espaço/tempo em que se situam os atores, o projeto de design não deve ser pensado como finito, como uma rua sem saída. O que alguns consideram o fim pode também ser interpretado como o início.

Com ações de análise da forma possibilita-se a geração de alternativas e oportunidades para o período pós-projetual do desenvolvimento. Não só áreas como marketing e publicidade podem fazer uso dos estudos para aprimorar seus processos, mas também aquele senhor barbudo que vende livros em sua banca no centro. Como? Pergunte-se.

Algumas sugestões de leitura:

DE MORAES, Dijon. Metaprojeto: o design do design. São Paulo: Blucher, 2010.

VASSÃO, Caio Adorno. Arquitetura livre: complexidade, metadesign e ciência nômade. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16134/tde-17032010-140902/pt-br.php

Leia mais: http://www.designsimples.com.br/ por Leonardo Barreiro

22 março 2011

Portfólio = commodity


Segundo o nosso querido wikipédia, commodity é um termo de língua inglesa que, como o seu plural commodities, significa mercadoria, é utilizado nas transações comerciais de produtos de origem primária nas bolsas de mercadorias (http://pt.wikipedia.org/wiki/Commodity).

 

O número de profissionais de design aumentou na mesma proporção exponencial que o número de escolas de design. Se considerarmos o número de cursos técnicos, esse crescimento é ainda maior. Não estou dizendo aqui que cursos técnicos são ruins, ao contrário, acredito que muitos deles são bons e cumprem bem a função a que se propõem. A grande questão aqui é que o aumento de profissionais disponíveis no mercado tornou o portfólio um pré-requisito e não mais um diferencial, ou seja, um commodity.

Em um processo seletivo concorrido com o de uma grande indústria ou uma grande agência surgem vários portfólios excelentes. O diretor em questão ressaltou que no processo seletivos deles surgem muitos portfólios excelentes, mas como esses profissionais se diferenciam? Quais são os atributos relevantes para eles? Diante de tanta técnica apurada, dois atributos chamam a atenção deles: “brilho nos olhos” e potencial.

E o que é o  “brilho nos olhos”? Motivação. Não adianta saber softwares ou técnicas de rendering manual se você não está motivado pelo desafio que a empresa pode proporcionar. Existem diversas técnicas para que eles possam saber se o candidato tem o “brilho nos olhos”(uma simples entrevista pode solucionar isto). Já o potencial depende do perfil do candidato, o que o torna mais interessante. Neste caso não é necessário saber diversos softwares ou ter experiência vasta, e sim ter muita disposição para aprender e ser capaz de crescer diante dos obstáculos que irão surgir.

Esta situação que coloquei surgiu diante de um caso específico, mas é fato que não se contrata mais somente pelas habilidades técnicas. Estas são necessárias e básicas, o candidato precisa estar motivado e disposto a crescer cada vez mais.

Fonte

 

http://www.designsimples.com.br/portfolio-commodity/ por Diego Silverio

O good design japonês e os produtos Muji

 

 

“Não se trata de um concurso de beleza, nem um prêmio que avalia os resultados de um projeto em termos econômicos”. Assim se auto define o prêmio Good Design japonês, uma campanha a favor de um design capaz de enriquecer nossa sociedade, que defende a visão de que este ofício é essencial para melhorar a vida de cada indivíduo.

Este prêmio foi criado no Japão, na década de 50, numa época em que os japoneses atravessavam grandes dificuldades econômicas. O selo Good Design (conhecido como g-mark) trazia a esperança de que o bom design contribuiria para o fim daquele ciclo de pobreza.

Hoje organizado pela Organização Japonesa de Promoção do Design Industrial, este prêmio vem revelando projetos de destaque, que buscam aliar uma vida próspera com o desenvolvimento industrial. Conheça o site do prêmio.

Prêmio Design de Longa Vida

Como se todo o idealismo contido na proposta deste prêmio não fosse o suficiente, navegando pelo site do Good Design encontrei uma interessante premiação, paralela ao prêmio principal: o “prêmio de design de longa vida”, por incrível que pareça, criado em 2008. Nesta categoria extra, são reunidos produtos cujo design foi capaz de resistir ao tempo e às diferentes (e tão prejudiciais) tendências de moda. Algo extremamente desejável em tempos de crise ambiental. Veja a lista dos premiados.

Os produtos Muji

Logo nota-se que os produtos criados para a loja japonesa Muji representam grande parte da lista de premiados neste prêmio de longa vida. Sem dúvida designs do mais alto nível, de uma concepção racional que vai contra o movimento de consumo pelo consumo, tão estimulado nos dias de hoje. Algo que, para mim, deve ser muito próximo do que inevitavelmente precisaremos num futuro de recursos escassos. Por fim, gostaria de compartilhar por aqui três casos tirados desta lista. Através de uma tradução livre, colocarei trechos da descrição e avaliação de cada produto que também pode ser lida na íntegra no próprio site. Enfim, deliciem-se!

Estante com prateleiras de aço: No mercado, com o mesmo desenho, há 14 anos.

Este projeto do designer Masaru Kagaya foi descrito como “um sistema de módulos independentes que podem ser combinados para uma completa ênfase sobre a função, este é um típico sistema de estantes que permite que as prateleiras possam ser colocadas em qualquer lugar. A forma, que simplifica a função, não se afirma completamente sobre o interior, mas pode ser usada em qualquer lugar; uma das maiores atrações deste protótipo é o sentimento de cumplicidade para com o consumidor que sabe que pode adquirir sempre mais”.

Avaliação: “Com a expansibilidade do sistema de módulos e com a sua longa vida (desde que a empresa garante que vai continuar a oferecê-lo), este é um produto que você poderá usar em longo prazo com confiança”.

Cd player: No mercado, com o mesmo desenho, há 11 anos.

Este design de Naoto Fukusawa foi considerado “um leitor de CDs com uma interface simples que qualquer um pode compreender, como puxar a corda de um ventilador para ligá-lo e desligá-lo. O produto transmite forte sensação de presença de um instrumento primitivo, emanando sua pureza por todo lado: é notável como o usuário pode ver diretamente que o disco está girando e notar que está em funcionamento”.

Avaliação: “Apesar do leitor de CDs ter um conceito totalmente novo, tornou-se um novo padrão. É simples e belo. Te convence de que é o suficiente; não é necessário mais design”.

Cama: No mercado, com o mesmo desenho, há 22 anos.

Um projeto vitorioso de Masaru Kagaya e Katsumi Imai, “o colchão foi todo reduzido para atender apenas as funções necessárias para dormir e sentar-se, conferindo-lhe grande utilidade para uso como cama ou sofá. Isto transforma espaços que poderiam ser apenas quartos, em salas de estar. Este produto obteve enorme sucesso em pessoas que vivem em quitinetes”.

Avaliação: “Embora tenha uma vida longa, possui também um olhar moderno que agrada aos jovens de hoje. Mesmo para um produto Muji é especialmente simples e bonito; aquele design que faz você pensar que não poderia ser mais simples do que isso”.

Leia mais:http://www.designsimples.com.br/gooddesign_muji/#ixzz1HLKIZl94
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Fonte:

http://www.designsimples.com.br/gooddesign_muji/ por Rafael Gatti